Astrologia como conhecimento feminino

Astrologia femea

Não como gênero, como as palavras podem confundir, mas como energia que circula pelo o universo. A Astrologia fala da anima, que entendemos como alma. Explora o inconsciente, o mundo invisível, simbólico, subjetivo e seu eterno mistério.

Adentrar nos reinos do incognoscível é o mesmo que estar frente a uma mulher. É preciso além da técnica, presença e sentimento, para assim poder desfrutar de seu desabrochar e ter acesso a toda sua sabedoria. É necessário ter coragem e agir com o coração para aprender a tocar suavemente no infinito e então saborear o seu eterno devir.

O oráculo que nos aconselha é uma “mulher”. É a voz da Deusa que sussurra no ouvido do astrólogo. Só ela tem compaixão para entender nossos erros e oferecer as melhores soluções. Para um melhor entendimento, peguemos o conceito do taoismo oriental que afirma a representação do Yin como noite, sensibilidade, intuição e o mundo interior em si. Sua energia flui de forma receptiva e passiva. Representa o  lado escuro da alma, o polo negativo, que não é o mesmo que negativismo. As principais formas da energia yin são aceitação, paciência, acolhimento, introspecção e recolhimento, conselhos que todo astrólogo oferecerá ao seu consulente.

Yin é a Mãe, é a Terra, é a energia que nos acolhe e nos alimenta.

A astrologia como um conhecimento mnemônico força o estudante a desenvolver sua memória e o correto uso da linguagem, atributos que são voltados para o aspecto feminino do cérebro.

Uma das maiores contribuições que astrologia pode oferecer para um pessoa é o auxílio no seu processo de individuação. Afinal, quem sou eu?

E para isso, terás que aprender a equilibrar o diálogo entre os opostos: o Yin e o Yang que também existe dentro de você. Se o yin é a noite, então o dia é Yang! É a energia masculina ligada à força, luta, e a razão e lógica que impulsiona a ação com assertividade, espírito de luta, precisão, clareza, iniciativa e conquista.  Já que yin é a mãe, Yang é o Pai, o guerreiro, e se yin é a Terra, Yang é o céu. Se a Astrologia é Yin, a Ciência é Yang.

Percebe-se que o processo de individuação é fazer com que sua vontade esteja em perfeita harmonia, “assim na terra como no céu”. E para isso é necessário encontrar o ponto de mutação entre os dois polos (positivo e negativo), é promover o casamento entre o masculino e o feminino, é conquistar a integração entre o animus e o anima: a famosa transmutação alquímica.

O ser humanx precisa aprender que para sobreviver, é preciso inalar (yin) e exalar (yang). Somos como uma semente (yin) que necessita florescer (yang) e para um profundo aprendizado de vida é fundamental equilibrarmos técnica (yin) com a prática (yang).

Em tempos de “Armagedon” é de suma importância que, tanto homens, quanto mulheres descubram suas diferentes polaridades. Buscar entrar em sintonia com as forças cósmicas do consciente (yang) e inconsciente (Yin), equilibrar também o corpo (yang) e espírito (yin), ideal (yin) e realidade (yang), doce (yin) e salgado (yang), direita (yang) e esquerda (yin), luz (yang) e sombra (yin). Aceitar que existem momentos de contração (yin) e expansão (yang).

Essa verdade pode ser averiguada no tratado hermético do Caibalion:

“Tudo tem pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são o mesmo. Os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados.”

O mapa astral auxilia a compreender como a dinâmica das diferentes polaridades pode afetar o comportamento humano. Identificar a desarmonia que existe dentro do ser e buscar saídas criativas e pragmáticas a fim de solucionar o seu mal estar.

A Astrologia  segue o mesmo raciocínio taoista pelo fato dos signos e planetas serem divididos entre masculino e feminino, positivo e negativo. O Sol representa Yang e a Lua, Yin. Através dessa lógica, o astrólogo torna-se capaz de averiguar, pelos aspectos encontrados no mapa astral, como o consulente irá reagir  frente as suas dificuldades.

É de urgência mundial que a humanidade busque, através do autoconhecimento, solucionar o seu maior quebra-cabeça interno: a dualidade. O céu pode servir de auxílio nessa jornada, já que como um espelho, ele é o reflexo do observador.

O mapa astral (yin) é um guia, um caminho, uma oportunidade para o consulente (yang) ter então uma postura ativa em busca da realização do seu projeto de alma. Isso seria indicado pelo gráfico da carta celeste e consequentemente, interpretado pelo “astrólogo”, uma pessoa dotada de um conhecimento (yin), que faz a ponte intermediária da comunicação entre o cosmos e o indivíduo. Sua responsabilidade é tanta, que sua palavra (yang) terá capacidade de libertar ou escravizar o seu paciente.

Astrologia é um conhecimento milenar que tem como função principal auxiliar o homem no drama da própria existência. Ajuda a compreender o destino, mesmo que para nosso mero entendimento mortal pareça não fazer muito sentido. Trás clareza perante a mudança, fortalece no momento de crise, esclarece no período de dúvida, alivia na hora da dor e até mostra o caminho para o encontro do amor.

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