19-07-2015 – “O nosso amor a gente inventa”

19-07-2015

“O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.”

Hoje Lua faz oposição a Netuno:

Nunca te ensinaram o que era o amor. Você aprendeu ou na televisão, ou nas músicas românticas. Talvez nos livros de auto-ajuda.

Por muito tempo criaste uma imagem, um padrão do que é ou deveria ser o amor.

Perseguiu esse ideal na busca da felicidade. Fizeste planos, concessões, se sacrificou em prol daquilo que imaginava ser o seu caso com a eternidade.

Com o tempo veio à decepção. As mágoas, a angústia, a frustração. O que parecia ser o paraíso se tornou o inferno.

Sofreste pela desilusão. Escolheste a pessoa errada. Foi tudo uma projeção.

E agora estás confuso. Não sabes mais o que é amar. As cicatrizes do passado deixaram marcas profundas. É difícil de esquecer. Há receios em se entregar.

O amor é uma aposta. E o risco da queda é muito grande.

Mas a vida continua. É preciso olhar além das aparências e das carências.

E principalmente antes de tudo descobrir a sua verdadeira essência.

O amor não tem fórmulas. Apenas experiências que te ajudarão a aprender cada vez mais sobre a arte do encontro.

O outro sempre será um mistério. Que talvez nunca chegues a desvendar. É o verdadeiro mergulho no desconhecido.

O que você poderá encontrar?!

Uma grande transformação te espera.

O resultado é completamente imprevisível. O aprendizado imprescindível. Mas ainda sim o amor é o combustível que faz a vida se tornar um pouco mais sensível para continuar a acreditar no impossível.

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